Olá Amigos!
“Meus amigos,
Sun Tzu, guerreiro-filósofo chinês, escreveu aproximadamente
no século III a C., um dos mais sábios e importantes
tratados de estratégia militar e que vem sendo utilizado
como metáfora no campo de batalha em que transformou a concorrência
entre as empresas.
Mas nesse tratado também encontramos sábias verdades
sobre pontos que nestes nossos últimos dias conturbados
temos tentado digerir: a Ética!
Nunca essa palavra foi tão pronunciada e tão pouco
exercida! Será que realmente sabemos o que ela significa?
Sabemos como nos comportar dentro de seus padrões? O que
realmente, nestes nosso dias, ela significa?
Sun Tzu, natural de Ch'i, conseguiu, graças ao seu livro
sobre a arte da guerra, chamar sobre si a atenção
do rei Wu. Este perguntou a Sun se ele conseguiria lhe fazer uma
pequena demonstração de controle de tropas, onde
Sun respondeu que sim. O rei então perguntou se essa tropa
poderia ser feita de mulheres, onde Sun respondeu novamente que
sim.
O rei mandou que do palácio viessem 180 belas mulheres
e Sun dividiu-as em duas companhias, colocando à frente
de cada uma delas uma das favoritas do rei. A todas ensinou como
empunhar alabardas (arma antiga, constituída por longa haste
de madeira rematada em ferro largo e pontiagudo, atravessado por
outro em forma de meia-lua). Perguntou-lhes então se sabiam
onde estavam o coração, as mãos direita e
esquerda e as costas. Elas afirmaram que sim. Então Sun
explicou-lhes que quando desse a ordem “em frente”, deveriam virar
para o lado onde estaa o coração. Quando mandasse
virar à esquerda, deveriam virar para o lado da mão
esquerda , e assim por diante. As mulheres tornaram a afirmar que
tinham entendido.
Uma vez feitas as recomendações, Sun informou-as
que os instrumentos do carrasco estavam prontos para funcionar
caso suas ordens não fossem obedecidas.
Sun proferiu as ordens três vezes e explicou-as cinco vezes
mais. Após, ordenou ao tamborim que rufasse “direita volver!”
As mulheres desandaram a rir.
Sun comentou: “SE OS REGULAMENTOS NÃO SÃO CLAROS
E AS ORDENS NÃO SÃO PERFEITAMENTE EXPLICADAS, A CULPA É DO
COMANDANTE”. Assim repetiu as ordens mais três vezes e explicou-as
mais cinco vezes. Após fez o sinal ao tamborim para que
rufasse “esquerda volver!”
De novo as mulheres caíram na gargalhada. Sun comentou: “SE
AS INSTRUÇÕES NÃO SÃO CLARAS, E OS
COMANDOS, POUCO EXPLÍCITOS, A CULPA É DO COMANDANTE.
E QUANDO SÃO BEM CLARAMENTE POSTOS, MAS NÃO EXECUTADOS
DE ACORDO COM OS DITAMES MILITARES, ENTÃO A CULPA É DOS
OFICIAIS”. Sun então, ordenou que as mulheres no comando
das divisões esquerda e direita fossem decapitadas.
O rei que do alto do seu terraço assistia aos exercícios,
viu que as suas duas queridas concubinas seriam executadas. Aterrado,
enviou com toda a pressa um ajudante-de-campo, com a seguinte mensagem: “Já verifiquei
ser o general capaz de lidar com tropas. Sem aquelas concubinas,
a minha comida perderá o seu sabor. É meu desejo
que não sejam executadas”.
Sun Tzu respondeu-lhe: “Este vosso servo foi por vós próprio
nomeado comandante-chefe, e quando um comandante-chefe encabeça
as suas tropas, não é obrigado a obedecer totalmente
ao seu soberano”. E Sun fez levar adiante a ordem de decapitação.
Em seguida, Sun repetiu as ordens com o
tamborim, e as mulheres viraram à esquerda, à direita, em frente, à retaguarda,
ajoelharam-se e ergueram-se, todas em toal acordo com as instruções
que lhes havia dado. Nessa altura, Sun envou a seguinte mensagem
ao rei:
“O rei poderá descer e inspecionar a tropa. Estão
prontas para serem utilizadas em conformidade com os reais desejos,
por meio do ferro e do fogo, se for preciso”.
O rei respondeu-lhe: “Pode o general voltar a seu quartel e descansar.
Não inspecionaremos as tropas”.
Ao que Sun Tzu replicou: “O REI APENAS APRECIA PALAVRAS OCAS. É INCAPAZ
DE AS PÔR EM PRÁTICA”!
Bom meus amigos, o que eu quis transmitir
a vocês é o
seguinte: será que não possuímos reis demais
parecidos com este em nossas empresas, em nossos governos? Será que
não fazemos parte dessas tropas que não levam a sério
as necessidades de disciplina, moral e senso de dever? Será que
algumas decapitações não precisariam acontecer
em modos, procedimentos e tomadas de decisão?
Pense! Reflita! Vejamos o que cada um de
nós pode fazer
por si próprio e pela “tropa”!.
Abraços e até a próxima!
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